hoje é mais um daqueles dias
daqueles em que me apetece partir
vou pintar mais um quadro
fumar mais uns cigarros
olhar para mim uma última vez
e vou partir
perdoas-me?
2004-10-10
2004-10-04
2004-08-24
2004-06-29
perdido
ando perdido no meio do teu ser,
dentro e fora...
fora, não sei por onde entrar
e dentro sinto-me bem,
mas não sei onde me sentar.
olho em roda atrapalhado,
as mãos tremem,
não sei que fazer com elas...
quando te percebo,
olhas para mim...
estás assim há imenso tempo...
esperas algo?
não sei...
e as mãos...
tiro-as, ponho-as nos bolsos
seguro as tuas em vão,
enquanto não deres conta... será?
olho em roda...
e as palavras? sempre as palavras!
não devia haver palavras nestes momentos.
não aquelas que digo.
parecem sempre erradas... serão?
ou serei eu?
estou aqui bem e quero ir embora...
e mal saio quero voltar.
mas já não sei por onde entrar.
...
fico aqui mesmo.
e sento-me.
dentro e fora...
fora, não sei por onde entrar
e dentro sinto-me bem,
mas não sei onde me sentar.
olho em roda atrapalhado,
as mãos tremem,
não sei que fazer com elas...
quando te percebo,
olhas para mim...
estás assim há imenso tempo...
esperas algo?
não sei...
e as mãos...
tiro-as, ponho-as nos bolsos
seguro as tuas em vão,
enquanto não deres conta... será?
olho em roda...
e as palavras? sempre as palavras!
não devia haver palavras nestes momentos.
não aquelas que digo.
parecem sempre erradas... serão?
ou serei eu?
estou aqui bem e quero ir embora...
e mal saio quero voltar.
mas já não sei por onde entrar.
...
fico aqui mesmo.
e sento-me.
2004-06-04
palavras
o meu coração bate noutro ritmo,
não sei o que seja.
o meu pensamento não pára,
não sei o que seja.
alguma parte de mim quer escrever,
não estas linhas, mas algo.
estas linhas são o resultado de uma luta contra mim próprio.
queria escrever o que tenho cá dentro,
mas não existem palavras.
(eu não as tenho, não as aprendi)
não as conheço.
tenho medo das palavras,
já me traíram muitas vezes. demasiadas.
às vezes tenho medo de estar contigo.
por causa das palavras.
sim, tenho medo das palavras,
e muito mais das pensadas.
palavras pensadas são as piores.
não devia haver palavras, não como elas existem.
não sei o que seja.
o meu pensamento não pára,
não sei o que seja.
alguma parte de mim quer escrever,
não estas linhas, mas algo.
estas linhas são o resultado de uma luta contra mim próprio.
queria escrever o que tenho cá dentro,
mas não existem palavras.
(eu não as tenho, não as aprendi)
não as conheço.
tenho medo das palavras,
já me traíram muitas vezes. demasiadas.
às vezes tenho medo de estar contigo.
por causa das palavras.
sim, tenho medo das palavras,
e muito mais das pensadas.
palavras pensadas são as piores.
não devia haver palavras, não como elas existem.
idiota
quem o conhecesse diria
- é um idiota.
quem o conhecesse?
nã... isso seria difícil.
seria preciso que ele quisesse,
deixasse.
pronto, seria impossível. quase.
veste um sorriso que é dele,
sim, esse é dele.
gostava de ter um assim.
meu.
reflecte confiança.
(penso que o sorriso vem daí)
às vezes penso que não sente.
de certeza que não.
como consegue?
gostava de ser assim, não sempre, mas...
dá jeito!
não sei, um dia ainda tento.
deixa-me conhecer-te.
quero ser mais eu.
és um idiota!
- é um idiota.
quem o conhecesse?
nã... isso seria difícil.
seria preciso que ele quisesse,
deixasse.
pronto, seria impossível. quase.
veste um sorriso que é dele,
sim, esse é dele.
gostava de ter um assim.
meu.
reflecte confiança.
(penso que o sorriso vem daí)
às vezes penso que não sente.
de certeza que não.
como consegue?
gostava de ser assim, não sempre, mas...
dá jeito!
não sei, um dia ainda tento.
deixa-me conhecer-te.
quero ser mais eu.
és um idiota!
2004-06-03
caixa de correio
moro aqui.
aqui nesta caixa fechada,
vejo o mundo por uma ranhura.
ele chega-me às fatias,
de tudo... e de nada.
as de nada rasgo-as,
as de tudo também.
nada fica, permanece uns instantes... e vai.
às vezes quero esquecer-me, e tento...
será que tento?
acho que me consigo enganar...
será que não o percebo?
deixa, é melhor assim.
aqui nesta caixa fechada,
vejo o mundo por uma ranhura.
ele chega-me às fatias,
de tudo... e de nada.
as de nada rasgo-as,
as de tudo também.
nada fica, permanece uns instantes... e vai.
às vezes quero esquecer-me, e tento...
será que tento?
acho que me consigo enganar...
será que não o percebo?
deixa, é melhor assim.
2004-06-02
às vezes... estou...
às vezes estou só...
muitas vezes... muitas.
demasiadas.
acompanhado de mim consigo estar,
às vezes...
mas tudo o que é sempre farta.
sempre?
nem sempre,
às vezes consigo evitar-me.
estar?
quantos são precisos para se estar?
estar o quê?
será que consigo mandar-me embora?
dá-me um tempo... de mim...
quero estar sozinho...
sozinho...
preciso pensar.
há pessoas lá fora, acho que vou.
onde estás tu?
vens?
preciso de ti.
mas quando te pedir... vai.
muitas vezes... muitas.
demasiadas.
acompanhado de mim consigo estar,
às vezes...
mas tudo o que é sempre farta.
sempre?
nem sempre,
às vezes consigo evitar-me.
estar?
quantos são precisos para se estar?
estar o quê?
será que consigo mandar-me embora?
dá-me um tempo... de mim...
quero estar sozinho...
sozinho...
preciso pensar.
há pessoas lá fora, acho que vou.
onde estás tu?
vens?
preciso de ti.
mas quando te pedir... vai.
2004-06-01
10
10 linhas que seja?
penso que sim.
claro que sim!
que me lembre...
talvez... de certeza!
mas o quê? sobre quê?
só escrever por escrever?
ou escrever...?
de certeza que não!
... pronto, já está!
esta não valeu.
penso que sim.
claro que sim!
que me lembre...
talvez... de certeza!
mas o quê? sobre quê?
só escrever por escrever?
ou escrever...?
de certeza que não!
... pronto, já está!
esta não valeu.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
